sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Trophy List: Assassin's Creed: Liberation HD

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Essa semana eu finalmente terminei Assassin's Creed: Liberation HD (A versão para PS3 do jogo originalmente lançado para Vita). Eu venho querendo jogar esse jogo desde o dia de seu anúncio oficial, não apenas pelas experiências prévias com a franquia, mas, principalmente, pela novidade da protagonista ser, enfim, uma mulher.

Claro que, para mim, jogar com um protagonista masculino nunca foi um problema (e se fosse, minha gama de jogos disponíveis seria muitíssimo reduzida), mas minha ânsia para jogar com protagonistas no estilo de Aveline sempre foi muito grande (a exemplo de Harvest Moon BTN que joguei todo em Japonês, com um guia do lado, só para poder jogar com uma menina um dos meus títulos favoritos... lol).



Bem, o jogo começa em uma lógica diferente das dos dois primeiros títulos da série: Dessa vez o produto adquirido é uma produção das empresas Abstergo, e você, jogador, assume o mesmo papel que Desmond Milles assumiu quando encarnou Ezio Auditore em Assassin's Creed II. Ou seja, o subject da vez é você.

Admito que demorei um pouco para acostumar com os controles e o design muito mais limpo desse título, claramente adaptado para uma tela menor como a do PSVita, mas assim que me habituei à maneira como a protagonista se mexia, senti-me totalmente imersa no ambiente de New Orleans.

Aveline é ágil na movimentação "aérea", excessivamente sanguinolenta nos combates corpo a corpo e o mais legal, capaz de assumir pelo menos três "personas" diferentes ao longo do jogo: Assassina, Escrava e Dama da Sociedade.

A história, apesar de ter boas bases, está longe de ser o forte desse título. A organização mais se assemelha à junção de pequenos e perdidos fragmentos de contos de Aveline do que uma narrativa retilínea e coesa. O jogo perde-se diversas vezes com relação ao fato que se passa. Os vilões se multiplicam e se redimem sucessivamente e, apesar de termos bem claro o objetivo da libertação dos escravos, fica bastante obscura a razão que move a personagem por diversos momentos do jogo.


Outra grande frustração foi a falta de desenvolvimento das personagens que também participam da história ao lado de Aveline. Gérald, um amigo de infância com grandes possibilidades para o desenvolvimento de um romance na série, acaba ficando em segundo plano, praticamente esquecido nas últimas cenas do jogo. Seu mentor, Ágate, é outro personagem obtuso, que regride ao longo da história e oscila na personalidade pretendida. 

Ter em mente que a história é "propriedade" da Abstergo ajuda a aliviar a frustração do conto mal contado, mas é óbvio que não redime a má organização dos fatos e desenvolvimento das personagens. O fato da Abstergo, uma empresa tecnicamente controlada por templários, ser proprietária do conto de Aveline lembra-nos que várias edições foram feitas ao longo da trama, fato revelado por Citizen E, um personagem imaterial que supostamente hackeou a versão do jogo obtida por você e deixou, então, escapar as alterações feitas pela Abstergo no que tangem a menção de Templários e Assassinos.



Com relação ao cenário, New Orleans é bem "straightforward". O mapa é de fácil navegação, o cenário repete de maneira ligeiramente óbvia, mas ainda estrutura-se como uma cidade projetada para as poucas 20h de jogo (com o Platinum). Há ainda o mapa de Bayou, uma espécie de "Pântano" adjacente e as ruínas Maias (e outras pequenas adições), mas no geral a área de movimentação é bastante reduzida e repetitiva.

De todos os títulos que joguei, porém, esse foi o único em que eu tive, literalmente, de agir como uma assassina nos quesitos Stealth e Silent Kill. Sempre fui uma jogadora no estilo High Profile, que segura o e corre na direção do alvo, ignorando todo o resto. Nesse título, esse tipo de aproximação é quase impossível. As limitações de cada Persona deixarão isso evidente e, o pouco HP de Aveline fará com que você queira evitar combates diretos ao máximo.

No que concerne os troféus, eu daria um 2/10 para esse jogo. Os colecionáveis são fáceis de serem encontrados, já que, uma vez vistos, ficam identificados no mapa. As missões têm sincronização igualmente tranquila, e as recompensas por movimentos (como matar 5 pessoas com o machado em 15 segundos) não se equiparam aos pedidos nos títulos anteriores. Não é necessário nenhum tipo de guia, já que é muito provável que você vá colecionando tudo de necessário ao longo da história. Jogar com um pouco de cautela e olhos atentos ao mini mapa já são o suficiente para um Platinum fácil e nada dolorido. Do mesmo modo, não há o modo multiplayer no PS3, então também estamos livres das noites sofridas procurando gente para as partidas. Assim sendo, a dica é: jogue o jogo tranquilamente que o trophy vem, uma hora ou outra.

Por fim, minha avaliação:

História:
Personagens:
Movimentação:
Ambiente:
Música:
Diversão:
Final: 60/100

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